quarta-feira, 23 de maio de 2012

ATENÇÃO! ALTERAÇÕES NO CARDIOLOGIA & CIRURGIA VASCULAR

Olá, leitores do Cardiologia & Cirurgia Vascular,

Devido ao aumento da quantidade de compromissos no "mundo real" desde o fim do ano passado, estamos encontrando dificuldades em manter o site atualizado com novos textos e, principalmente, responder às perguntas de vocês! 

Por este motivo, estaremos, por tempo indeterminado, com a área de comentários fechada.

Continuará sendo um prazer tê-los como nossos leitores e, assim que pudermos retomaremos nossas atividades!

Um abraço, 

Cardiologia & Cirurgia Vascular


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

DOENÇA ARTERIAL PERIFÉRICA - O entupimento das artérias




Para iniciarmos, é importante lembrarmos o que é a Artéria (leia ARTÉRIAS E VEIAS!). As artérias são os vasos que levam o sangue com Oxigênio e nutrientes para as células (há exceções, mas que não serão citadas aqui). Portanto, as obstruções (que chamamos de estenoses e oclusões) destes vasos diminuirão o aporte dessas substâncias essenciais ao membro afetado.

Os pacientes tabagistas, diabéticos, obesos e/ou hipertensos são as grandes vítimas da Doença Arterial Periférica, já que estas patologias propiciam lesões na camada mais interna dos vasos, o que leva ao endurecimento das artérias (a Aterosclerose).

A enorme maioria das vezes ela ocorre nos membros inferiores, mas há também casos de acometimento de membros superiores em pacientes mais graves.

O principal sintoma de que está ocorrendo o acometimento das artérias é a dor nas pernas ao caminhar (a chamada Claudicação) que melhora quando se cessa o esforço. Imagine que as células musculares das pernas precisam de uma certa quantidade de oxigênio e nutrientes para trabalhar normalmente. Se há uma obstrução das artérias, o sangue chegará em menor quantidade que o necessário, correto? A forma de as células “reclamarem” desta insuficiência é a dor, que funciona como um alarme para o indivíduo reduzir a velocidade, ou até mesmo parar, para diminuir a necessidade de oxigênio e glicose. Gosto de comparar a uma máquina, a um carro, por exemplo. Quanto mais você acelera, mais o motor precisa de combustível, não é? Nosso organismo é como uma máquina! Se houver uma artéria entupida, o “combustível” não chegará da forma adequada...

Outros sinais e sintomas que podem aparecer são: dormência ou fraqueza nas pernas, pés e pernas mais frios e/ou mais pálidos (normalmente uma mais fria que a outra, ou pernas e pés mais frios que o restante do corpo), feridas que não cicatrizam, e dor nos pés ou nos dedos durante o repouso.

Repara-se a piora do quadro da seguinte forma: primeiro, as dores acontecem a uma certa distância que, com o passar do tempo vai diminuindo, até o ponto em que as pernas doem em repouso, sinal de gravidade nestes casos, assim como as feridas sem cicatrização.

O seu médico irá procurar no exame físico alterações como a cor das pernas (se estão mais pálidas), a presença de pelos (que não crescem mais devido a insuficiência de sangue), a sensibilidade da pele, a presença de feridas e, o principal na Doença Arterial Periférica, a presença ou ausência de pulsos e em que nível eles somem (femoral – na virilha, poplíteo – atrás do joelho, pedioso – no peito do pé e tibial posterior – no tornozelo).

Esses dados somados com a história de doenças pré-existentes (tabagismo, colesterol alto, diabetes, obesidade, hipertensão, etc.) já são quase sempre suficientes para o diagnóstico. Mas, para uma melhor definição, avaliação da necessidade de tratamento cirúrgico e acompanhamento, é essencial a realização de exames de imagem. O exame inicial é o Eco Color Doppler, um ultrassom especial que avalia o fluxo de sangue nos vasos e se há obstruções a este fluxo. Outros exames como Angiotomografia, Angiorressonância ou Arteriografia podem ser solicitados pois são mais específicos para visualizar melhor as obstruções.

As opções de tratamento dependem do grau de estenose, do alto risco de perda do membro (amputação) e da gravidade geral do paciente. Na maioria das vezes, conseguimos iniciar o tratamento com mudanças de hábito de vida – parar de fumar, controlar a diabetes e a pressão alta, perder peso, reduzir o colesterol e praticar exercícios. A prática de exercícios (caminhadas são excelentes!) não leva a reabertura das artérias já entupidas, mas a criação de novos caminhos, os quais chamamos de circulação colateral, pelo organismo. Lembre-se de fazer uma avaliação com seu Cardiologista para ver como anda o coração antes de iniciar os exercícios! Da mesma forma em que há obstruções nas artérias das pernas, há a obstrução das Artérias Coronarianas, que podem evoluir com Infarto do Miocárdio. Os fatores de risco são os mesmos, então tem que se estudar com cuidado a função cardíaca nos casos de Doença Arterial Periférica.
As medicações como Cilostazol e Pentoxifilina são administradas com o objetivo de melhorarem a dilatação das artérias, aumento o aporte de sangue. O cilostazol pode provocar Dor de Cabeça (Cefaléia), devendo então ser suspenso ou reduzida a sua dose.
As cirurgias podem ser feitas da forma convencional (“aberta”), com a confecção de “pontes”, as quais chamamos de by-pass ou derivação, e também por técnica endovascular, mais conhecida pela população com “cateterismo”. Nesta, dilatamos as estenose com balões e, quando necessário, instalamos stents para mantê-las abertas.

Conversaremos mais a frente sobre o que é a Técnica Endovascular com mais calma.

NO CASO DE VOCÊ ESTAR APRESENTANDO OS SINAIS E SINTOMAS ACIMA, PROCURE O SEU MÉDICO PARA SER AVALIADO.


Um grande abraço, Dr. Felipe Costa

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

CHOCOLATE - AMIGO OU VILÃO ?



Trago a vocês acompanhantes do nosso espaço, mais um estudo bem diferente do que costumamos encontrar nas linhas de investigação cardiovascular. Ele acaba de ser apresentado no Congresso Europeu de Cardiologia deste ano e trata da relação entre consumo de chocolate e doenças cardiovasculares.


Nos últimos anos, relatos experimentais ou pesquisas com pequenas grupos já haviam reportado a relação do chocolate com o coração. E estes resultados preliminares foram bem animadores, nos reportando um possível papel protetor do chocolate.

Partindo desta premissa um grupo de colegas da universidade de Cambridge, na Inglaterra, realizou um grande estudo que reuniu todos os trabalhos de grande escala, realizados sobre este tema. Foram ao todo reunidos 7 trabalhos sobre a correlação entre o consumo de chocolate e as doenças cardiovasculares, contabilizando 114.000 pacientes. O resultado deste estudo de Cambrigde foi que o consumo de chocolate está relacionado a redução do risco cardiovascular, ou seja, redução de doença coronária e AVC.

ENTRETANTO, como os 7 trabalhos diferiam entre si em questões fundamentais, como: a forma do chocolate (biscoitos, achocolatados, barras de chocolate, etc..), a carga do chocolate consumido, o tempo de observação dos pacientes (por exemplo: 8 anos ou 12 anos, etc...), devemos analisar com cautela este resultado. 

Lembremos que os chocolates comercialmente disponíveis são, em quase sua totalidade, bastante calóricos e, portanto, sua ingesta em níveis elevados pode levar a ganho de peso, aumento do risco de desenvolvimento de diabetes e doença cardiovascular, anulando assim seus possíveis efeitos benéficos. Um outro fato relevante a ser pontuado é que a quantidade máxima de chocolate ingerida neste trabalhos foi bastante baixa, até UMA VEZ POR SEMANA.

Resumindo, esta é a primeira grande evidência científica sobre o assunto, nos alertando que, em contextos específicos, o chocolate talvez seja mais um aliado no combate ao fardo da doença cardiovascular.

Tenho certeza que outros estudos, mais robustos e bem delineados, serão publicados nos próximos anos para nos tirar o ceticismo. Até lá, se você não for compulsivo no consumo, talvez a dúvida entre não comer ou comer possa ser mais facilmente decidida, não é verdade ?


ABRAÇOS DR. JOSÉ MÁRCIO PACHECO

terça-feira, 30 de agosto de 2011

RAIVA & ESTRESSE



Mais um estudo bem interessante foi apresentado no Congresso Europeu de Cardiologia deste ano, fala sobre a influência do Estresse e da Raiva na aparição de eventos cardiovasculares em pacientes que já tenham sofrido um Infarto Agudo do Miocárdio.



O estudo foi realizado na Itália e consistiu em um acompanhamento de 10 anos após a alta hospitalar de pacientes internados devido a Infarto Agudo do Miocárdio. Foi então verificado que há sim relação entre a Raiva e o Estresse e eventos cardiovascularres futuros.

Esse resultado confirmou-se mesmo após subdivisões dos pacientes e seus fatores de risco (sexo, hipertensão, diabetes, tabagismo, etc...).


Este é mais um estudo que correlaciona o quanto o estado psicológico pode gerar ou influenciar uma doença física!

Conforme as evidencias científicas vão surgindo, se torna cada vez mais claro, que cada indivíduo deve buscar métodos que aliviem a tensão, estresse e raiva. Isto se aplica a qualquer indivíduo, seja ele urbano ou rural. 


ABRAÇOS DR. JOSÉ MÁRCIO PACHECO

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